Os princípios de um bom diálogo

«A arte imita a natureza» – Aristóteles

Tendo como premissa a frase acima de Aristóteles, temos de fazer os nossos diálogos verossímeis, não só relativamente ao que a personagem diz mas a como ela o diz.

Deste modo, existem cinco princípios a ter em atenção aquando a criação de diálogos:

Conheça as suas personagens.

Entre fundo na caracterização das personagens. Criar um dossier das personagens vai ajudar neste ponto, lá poderá colocar todas as características físicas, de personalidade, de comportamento, etc. Isto irá ajudar a criar uma diferenciação entre as personagens de modo que cada uma tenha o seu modo de se expressar próprio.

Demonstre a atitude das personagens.

Demonstre a essência de cada personagem através da maneira como ela fala e se expressa. Pessoas optimistas vêm sempre o lado positivo da situação, pessoas pessimistas o lado negativo e talvez se façam valer da ironia ou sarcasmo, etc.

Revele a experiência das personagens.

A nossa educação e experiência de vida, molda a nossa visão da realidade e da vida, transparecendo muitas vezes na forma como falamos e nos expressamos. Da mesma forma, devemos demonstrar a cultura, experiência, valores e educação das nossas personagens através do diálogo.

Varie a estrutura das frases.

Cada pessoa tem o seu modo de construção frásica, também isto, deve ser introduzido nas falas das nossas personagens. Existem pessoas que falam tudo de seguida, quase sem tirarem uma pausa para respirarem, outras pessoas falam muito pausadamente, ainda outros terminam as frases sempre em modo interrogativo.

Palavras de estimação.

Todos nós usamos certas palavras, de forma recorrente, no nosso diálogo. Da mesma maneira, podemos dar às nossas personagens palavras de estimação que tornem características delas, ajudando assim o leitor a identificá-las claramente no diálogo.

No entanto, como a expressão diz «tudo o que é de mais, enjoa» por isso seja equilibrado, não entrando em exageros, a não ser que esse seja mesmo o seu objectivo.

»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»«««««««««««««««««««««««««««««««««««

Publicado originalmente em Os Rabiscos da Geadas

Contos Relacionados