Silêncio

  • Gênero: Terror psicológico
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  • Lançamento: 2021

Sinopse:

Sara, uma jovem de Setúbal, vive atormentada por vozes que ecoam em sua mente e não a deixam em paz. Ela precisa a todo custo livrar-se da perseguição dessas vozes, antes que elas a enlouqueçam. Como Sara vai conseguir encontrar o silêncio e a paz que tanto busca?

Como surgiu a ideia para o conto Silêncio?

Não sei se tens filhos, mas eu tenho um menino pequeno que é muito falador, ele passa o dia todo a palrar feito papagaio.

Eu amo o meu filho, mas ele torna-se cansativo, pois ele não fica calado um segundo no dia inteiro.

Aqui em 2019, eu fui deitá-lo, e claro tive de me deitar um pouco ao pé dele, se não ele começa a chorar e não dorme.

Mas mesmo estando ali deitada, ele continuava a falar, falar, falar, eu só lhe dizia: «Shiuuu, dorme, dorme.».

Normalmente, ele continua a falar até adormecer, e muitas vezes até a dormir ele fala, chora, e ri às gargalhadas.

Nesse interím, entre adormecer e não adormecer, eu só pensei para mim: «Silêncio, eu só quero silêncio, um minuto de puro e completo silêncio. Daí-me silêncio, por favor».

E foi assim que a história nasceu. Logo ali deitada, à espera que ele ferrasse a sério no sono, comecei a pensar no outline da história.

Assim nasceu a minha personagem, Sara, uma jovem que lida com vozes na sua cabeça e que apenas quer ser enlevada pelo silêncio.

Quando vi que ele estava finalmente a dormir, levantei-me pé ante pé, fui ao meu quarto, peguei no meu caderno e escrevi o conto numa sentada só.

Às vezes, apenas um sentimento, um anseio ou desejo nosso pode dar origem a uma boa história.

Feedback que tive do conto

Nesta altura eu estava a fazer o curso de contos do Carreira Literária e entreguei este conto para análise.

A professora Fernanda Hammand, chamou-me a atenção de certas coisas como: escrever os números por extenso, eu ter colocado certas referências que não casavam bem com o tom do conto, entre outras, que eu rectifiquei posteriormente.

Mas finalizou por dizer que o conto Silêncio, lhe fez lembrar da frase de Aristóteles, «que todo o final deve ser inevitável e inesperado», e que ela sabia que o final da personagem seria inevitável mas não inesperado, mas que eu consegui dar-lhe um final inesperado ao terminar da forma poética como terminei.

Amei as aulas da Fernanda Hammand e amei esta análise dela, ficou gravada na minha memória.

Resumindo, muitas das minhas histórias nasceram de coisas que o meu filho disse. Um desse contos é A Psicóloga, mas essa história fica para outro dia.

Existem pessoas na tua vida que te inspiram a escrever? Já te aconteceu uma simples frase ou vontade servir de gatilho para o nascimento de uma história?

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